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História do Esporte Clube Bahia

A história do Bahia começou em 8 de dezembro de 1930, dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Nesta data, quatro ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis (Carlos Koch, Eugênio Walter, o Guarany, Fernando Tude e Júlio Almeida), além de um da Associação Atlética da Bahia (Waldemar de Azevedo), em um encontro no Cabaré do Jokey, em Salvador (BA), planejaram a criação de uma nova equipe de futebol.

O grupo não estava praticando a modalidade esportiva favorita, visto que as agremiações que defendiam optaram por encerrado seus respectivos departamentos de futebol. Dias depois, cerca de 70 pessoas, boa parte ex-atletas da AABB e do Bahiano, se uniram para estabelecer as diretrizes de uma nova equipe.

A assembleia foi presidida por Otavio Carvalho e secretariada por Fernando Tude e Aroldo Maia. No encontro, foram definidas as cores da Bahia para o novo time (uniforme com camisa branca e o calção azul com uma faixa vermelha na cintura) e Otavio Carvalho foi eleito provisoriamente presidente.

No dia 1ª de janeiro de 1931, enfim, ocorreu, a função do Esporte Clube Bahia, sob o slogan “Nascido para vencer”, em uma reunião na Rua Carlos Gomes, em Salvador (BA), e com a presença de profissionais liberais, funcionários públicos, jornalistas, microempresários e estudantes.  O médico Waldemar Costa foi o primeiro presidente.

Início do futebol do Bahia

No dia 16 de janeiro de 1931, ocorreu uma publicação no do Estatuto Tricolor no Diário Oficial da Bahia, passou a existir oficialmente. Em 20 de fevereiro, o Esquadrão de Aço se associou à Liga Bahiana de Desportos Terrestres, atual Federação Bahiana de Futebol.

O primeiro treino foi realizado dois dias depois, no campo da AAB (Associação Atlética da Bahia), na Quinta da Barra, em Salvador. Já o primeiro jogo do novo clube foi disputado em 1º de março de 31, contra o Ypiranga: triunfo por 2 a 0, com gols de Bayma e Guarany. O goleiro Teixeira Gomes ainda agarrou um pênalti. A partida durou 20 minutos pelo Torneio Início do Estadual.

A primeira formação do Esquadrão foi a seguinte: Teixeira Gomes; Leônidas e Gueguê; Milton, Canoa e Gia; Bayma, Guarany, Gambarrota Romeu e Pega-Pinto. João Barbosa era o treinador tricolor. Curiosamente, o Esquadrão de Aço venceu o seu primeiro título, o próprio Torneio Inicio, com uma goleada sobre o Royal, por 3 a 0. Gols de Guarany (2) e Pega-Pinto.

Em 22 de março de 1931, o Bahia fez a primeira no Campeonato Baiano. No me seguinte, o time baiano realizou o primeiro jogo intermunicipal, contra o Vitória de Ilhéus. E logo depois, fez a primeira partida fora do Estado, diante o Sergipe, em Aracaju. No dia 25 de outubro, o clube obteve a primeira conquista estadual, com duas rodadas de antecedência. Dias depois, o Bahia entrou em campo e confirmou o título de maneira invicta com um empate em 2 a 2.

Hinos do Clube

Para diversos clubes, o hino é uma canção elabora para traduzir em cifras a essência da agremiação. No Bahia, isso é um pouco diferente. O hino não é apenas a tradução do time, bem como a tradução do amor dos seus torcedores e todo o clima vivido nas arquibancadas durante os jogos do Esquadrão. O hino do Bahia virou até mesmo uma música carnavalesca, tamanha a sua representativa.

Autor: Adroaldo Ribeiro Costa

Somos a turma tricolor,

Somos a voz do campeão,

Somos do povo um clamor,

Ninguém nos vence em vibração!

 

Vamos, avante Esquadrão!

Vamos, serás o vencedor!

Vamos, conquista mais um tento!

Bahia! Bahia! Bahia!

Ouve esta voz que é o teu alento!

Bahia! Bahia! Bahia!

 

Mais um! Mais um, Bahia!

Mais um! Mais um título de glória!

Mais um! Mais um, Bahia!

É assim que se resume a tua história!

Ídolos

O principal goleador da história do Bahia também é um dos pioneiros quando se trata de lealdade ao clube. Carlos Domingues Viana (1927-1980) jogou no Esquadrão de Aço por toda sua trajetória no futebol, entre 46 e 59, ano do primeiro título brasileiro da equipe. Ele também é um dos maiores goleadores do famoso clássicos Ba-Vi (Bahia x Vitória). O jogador é descrito como um excelente cabeceador e com formidável poder de finalização. Foram mais de 300 partidas realizadas no Bahia, somando nove títulos estaduais.

Patrimônio

Com um comando de vanguarda, o Bahia utiliza conceitos de gestão responsável e democrática como adoção de órgãos de controle independentes, remuneração para dirigentes estatutários e eleições direitas, como também exemplo do voto à distância.

Aprovado por 96% dos sócios presentes à Assembleia Geral em outubro de 2017, o estatuto vigorou na data de comemoração dos 87 anos do Esquadrão, em 1.º de janeiro de 2018, e resultou em adequações em assembleias nos dias 17 de março de 2018 e 31 de outubro de 2020. A gestão é considerada uma das mais modernas do país e estuda a possibilidade de se tornar uma Sociedade Anônimo de Futebol (SAF), ou seja, clube-empresa.

Escudos

O distintivo tricolor foi projetado por Raimundo Magalhães. As estrelas logo acima do escudo, inseridas no fim dos anos 1980, representando os títulos nacionais de 1959 e 1988.

Escudo do Esporte Clube Bahia

Mascotes

Conhecido como “Tricolor de Aço” ou “Esquadrão de Aço”, o Bahia conta com o Super-Homem, apelidado de ‘Homem de Aço’, como mascote oficial. O desenho atual foi criado pelo cartunista Ziraldo, em 1979.

Em 2014, em meio a mais um período de combate ao racismo, o time apresentou a sua “mascota” oficial. Apelidada de Lindona da Bahêa, a mulher-maravilha, parceira do Super-Homem, ganhou vida nos traços do artista Nei Costa. “Lembrando que Salvador é a cidade com mais negros fora da África. E temos orgulho disso. BBMP!”, consta no site oficial do Bahia.

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