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História da Chapecoense

A Associação Chapecoense de Futebol foi fundada em 10 de maio de 1973 e, hoje, é o maior, mais vitorioso e bem estruturado time de futebol profissional da região oeste de Santa Catarina. A origem está vinculada ao fato de que, nos anos de 1970, a região contava somente com algumas equipes amadores. Com a intenção de mudar esse contexto, alguns esportistas da cidade, jovens resolveram se unir visando criar um clube profissional.

Em 1973, formou-se a primeira diretoria da Associação Chapecoense de Futebol, constituída pelos dirigentes: Presidente: Lotário Immich; Vice-Presidente: Gomercindo L. Putti; Secretário: Jair Antunes de Silva; 2º Secretário: Altair Zanela; Tesoureiro: Alvadir Pelisser; 2º Tesoureiro: Paulo Spagnolo; Diretor Esportivo: Vicente Delai; ainda com a participação de Jorge Ribeiro (Lili) e Moacir Fredo.

A primeira formação do time era composta por Odair Martinelli – Alemão (motorista da SAIC), Zeca (apelidado de “Calceteiro” por ser o responsável pela montagem das calçadas, funcionário da Prefeitura de Chapecó), Miguel (Cabo da PM/SC), Boca, Vilmar Grando, Caibi (Celso Ferronato), Pacassa (José Maria), Orlandinho, Tarzan, Ubirajara (PM/SC), Beiço, Airton, Agenor, Plínio (de Seara), Jair, Raul, Xaxim e Casquinha (funcionário do BESC). Todos sempre acompanhados por Nilson Ducatti.

História da Chapecoense
FOTO: site oficial da Chapecoense

Resumo da história da Chapecoense

Conforme o site oficial, são seis títulos no Campeonato Catarinense, nos anos de 1977, 1996, 2007, 2011, 2016 e 2017. Em 2006, o Verdão do Oeste venceu a Copa Santa Catarina. Três anos depois, o time disputou a Copa do Brasil e conquistou acesso a Série do Brasileirão. Nessa campanha na competição nacional, a Chape obteve acesso à Série C do Brasileirão.

Já a temporada 2012 foi excepcional para a Chapecoense, que chegou até a semifinal da Terceirona sob comando do técnico Gilmar Dal Pozzo, subindo para a Série B em 2013, algo inédito na história do clube. Com uma ótima performance na segunda divisão nacional, o Verdão do Oeste conseguiu uma das quatro vagas de acesso à elite do futebol brasileiro. Dois anos depois, o clube já estava em um desafio internacional: a Copa Sul-Americana.

Na época, a primeira fase contava com confrontos nacionais na primeira fase. Por isso, a Chapecoense enfrentou a Ponte Preta, avançando para as oitavas de final, contra o Libertad. Diante da equipe paraguaia, um empate na partida de ida e o mesmo resultado na volta, levou a decisão para os pênaltis com vitória brasileira. Nas quartas de final, a Chape mediu forças com o River Plate, dono de uma das camisas mais pesadas da Argentina e da América do Sul. Mesmo com a eliminação, a equipe saiu de cabeça erguida depois de um triunfo por 2 a 1.

Resumo da história da Chapecoense
FOTO: site oficial da Chapecoense

A tragédia em Medelín

No ano seguinte, a Chapecoense levantou novamente a taça do Catarinense, a quinta na história. Em agosto de 2016, o Verdão começou sua segunda participação na Sul-Americana. Na primeira rodada, o time superou o Cuiabá. Pela frente, nas oitavas de final, ninguém mais, ninguém menos do que o “Rei de Copas” – a equipe do Independiente, da Argentina. No jogo de ida, um empate sem gols e na volta, na Arena Condá lotada, uma emocionante disputa nos pênaltis, que carimbou o passaporte do Verdão às quartas de final.

O novo adversário foi o Junior Barranquilla, da Colômbia. Na primeira partida, derrota alviverde pelo placar mínimo. No jogo de volta, chuva de gols: vitória por 3 a 0 e garantia nas semifinais. A duas partidas da grande final, o adversário foi o San Lorenzo. Na partida de ida, empate em 1 a 1 na Argentina. No jogo de volta, atuações heróicas, defesas épicas e a vaga na final conquistada com toda a raça – e a dificuldade – que sempre identificou a Chapecoense.

Com o passaporte carimbado para a final da Sul-Americana, a Chapecoense foi até São Paulo duelar com o Palmeiras na penúltima rodada do Brasileirão. Com Allianz Parque lotado, o time paulista venceu por 1 a 0, gol de Fabiano, atleta com passagem pela própria Chapecoense. Com o apito final, o Palmeiras comemorou a conquista do Campeonato Brasileiro e os jogadores do clube catarinense realizaram atividades visando as finais da Sul-Americana, na Colômbia.

Mais do que isso, a Chape, com seu eminente carisma, era o Brasil na Sul-Americana e levava consigo uma legião de torcedores, aficionados, simpatizantes e apaixonados. Infelizmente, a partida de ida contra o Atlético Nacional de Medellin jamais ocorreria. Na noite de 29 de novembro de 2016, quando a delegação viajava para a Colômbia, uma tragédia interrompeu o sonho do clube.

O avião que transportava o time, a comissão técnica, os dirigentes, jornalistas e convidados chocou-se contra um monte e caiu, vitimando 71 passageiros. Apenas seis pessoas sobreviveram ao impacto, sendo quatro brasileiros (os jogadores Alan Ruchel, Jakson Follmann, Hélio Neto e o jornalista Rafael Henzel). O impacto do acidente foi e segue sendo imensurável para o clube, a cidade e o futebol. Infelizmente, Henzel veio a falecer em março de 2019.

A reconstrução da Chapecoense

O ano seguinte exigiu uma reorganização gigantesca do clube dentro e fora de campo. Com apoio de praticamente todos os clubes brasileiros, a Chapecoense montou a sua equipe em tempo recorde e conquistou o inédito bicampeonato estadual. Além disso, o clube disputou a Recopa Sul-Americana, estreou na Libertadores e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro pela primeira vez na sua história no começo da temporada 2017.

Com os desdobramentos de toda a tragédia, a Chapecoense acabou rebaixada pela primeira vez em sua história em 2019. Com o trabalho surpreendente comandado pelo treinador Umberto Louzer, a equipe conseguiu o acesso e venceu a Série B em 2020. Com o retorno à primeira divisão, a Chape não conseguiu formar uma equipe tão competitiva e caiu novamente. Em 2022, o clube novamente trabalho para se reconstruir dentro e fora das quatro linhas.

A reconstrução da Chapecoense
Foto: Marcio Cunha/ACF

Hino Oficial

Ó glorioso verde que se expande

Entre os estados tu és sempre um esplendor

Nas alegrias e nas horas mais difíceis

Meu furacão tu és sempre um vencedor

 

São tantos títulos outrora conquistados

Com bravura, muita raça e fervor

Leva consigo o coração de uma cidade

Meu furacão tu és sempre um vencedor

 

Sempre honrando nosso escudo com sua raça

És alegria nos estádios nunca só

Na imensidão e vastidão de nosso estado

Chapecoense tu és sempre Chapecó

 

A força imensa de sua fiel torcida

Que nos estádios tudo é lindo e nos fascina

A nossa massa meu verdão mexe contigo

Tu és querido em toda Santa Catarina

Ídolos na Histórida da Chapecoense

A lista de ídolos da Chapecoense é imensa, mas alguns nomes podem ser destacados como os goleiros Danilo, Jakson Follmann, Nivaldo e os jogadores de linha Alan Ruschel, Neto, Rafael Lima, Thiego, Marcelo, Filipe Machado, Gimenez, Mateus Caramelo, Dener, Janga, Josimar, Cléber Santana, Janga, Gil, Manoel Biteco, Arthur Maia, Bruno Rangel, Paulo Rink, Rodrigo Gral, Índio, Ananias, Lucas Gomes, Kempes, Ailton Canela, Tiaguinho, Aloísio, Apodi, Itá, Douglas Grolii, Túlio de Melo, entre tantos outros.

Os treinadores Caio Júnior, Gilmar Dal Pozzo, Umberto Louzer, Joel Castro Flores, Vagner Mancini e Mauro Ovelha também são lembrados carinhosamente pela torcida.

Alguns dos ídolos da Chapecoense
Foto: Sirli Freitas/Chapecoense

Patrimônio da Chape

A Chapecoense possui um estádio próprio, a Arena Condá inaugurada em 1º de fevereiro de 2019. O jogo inaugural aconteceu no Campeonato Catarinense de 2009, contra o Brusque e com uma vitória de 4 x 1. Nenén foi responsável pelo primeiro gol da Arena e o maior público foi na partida contra o Grêmio, em 2014, com uma ocupação de 19.175 pessoas. Capacidade. Atualmente, o local possui estrutura para receber 20 mil pessoas.

Além disso, o Verdão do Oeste possui o Centro de Treinamento da Água Amarela com três campos em dimensões oficiais, estrutura para concentração, vestiários e sala de imprensa. A área fica na Rodovia Ângelo Baldissera, na Linha Água Amarela, em Chapecó, e tem 83 mil metros quadrados.

Vale salientar que o clube também possui o Átrio Daví Barela Dávi, um espaço dedicado a contar a história do maior luto que Chapecó já presenciou. Em frente à fonte, calados no concreto os pés e as mãos dos quatro sobreviventes brasileiros do acidente aéreo de 2016: Alan Ruchel, Jakson Follmann, Hélio Neto e Rafael Henzel. Um local que, acima de tudo, contempla a vida, mas também recorda aqueles que nos deixaram, e sobretudo, os exemplos eternizados por eles.

Arena Condá
FOTO: site oficial da Chapecoense

Escudo da Chapecoense

O escudo do clube catarinense não passou por muitas alterações, a não ser o número de estrelas, que correspondia a quantidade de títulos estaduais. Desde 2017, houve modificações no emblema como forma de homenagear às vítimas da tragédia na Colômbia, em 2016. O clube adicionou uma estrela no interior da letra F, uma das maneiras que a Chape encontrou de eternizar os que dedicavam suas vidas ao clube.

Além disso, foi adicionada uma segunda estrela em cima do escudo que referencia o título da Copa Sul-Americana de 2016. A estrela é branca e conforme o clube “representa a paz encontrada pelos nossos eternos campeões e a luz que nos guiará adiante”. O escudo ainda possui o acrônimo ACF, o nome oficial completo, a cidade sede, a letra no interior da letra F e uma estrela acima do escudo.

Escudo da Chapecoense

Índio Guerreiro é o Mascote da Chape

Índio Guerreiro é o Mascote da Chape
FOTO: site oficial da Chapecoense

Dando continuidade à homenagem do estádio, que lembrava Vitorino Condá, líder do povo indígena Caingangue, que habitou a região do Oeste Catarinense, o personagem a representar a equipe passou a ser também a de um índio. Reza a lenda que o cacique empenhou toda a sua vida para que seu povo tivesse direito à terra junto as autoridades brasileiras. Sendo assim, o mascote também é conhecido como “Índio Guerreiro”.

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