26 de outubro de 2021

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A Juventus encaixou perfeitamente sua estratégia e derrotou o Chelsea, com o brilho de Chiesa em Turim

A Juventus começou mal a temporada, mas melhorou os seus resultados nas últimas semanas. Faltava, no entanto, uma vitória que ampliasse a confiança ao redor da Velha Senhora – e ela veio nesta quarta-feira de Champions League. Dentro do Estádio Allianz, a Juve derrotou o Chelsea por 1 a 0, na primeira derrota no torneio dos atuais campeões desde o último título. A partida se encaixou perfeitamente à equipe de Massimiliano Allegri, que se defendeu com maestria e construiu ótimos contra-ataques. Mesmo com 73% de posse de bola, os Blues não tiveram tantas chances claras assim, diante da ferrenha marcação. Já do outro lado, Chiesa mais uma vez se provou como o grande talento juventino e um gol-relâmpago logo após o intervalo resolveu a parada.

Massimiliano Allegri escalou a Juventus com uma formação bastante leve. O 4-3-3 utilizado pelo treinador tinha um ataque composto por Juan Guillermo Cuadrado, Federico Bernardeschi e Federico Chiesa. Manuel Locatelli voltava a servir como esteio no meio-campo, ao lado de Adrien Rabiot e Rodrigo Bentancur. Enquanto isso, Leonardo Bonucci e Matthijs de Ligt lideravam a zaga. Em seu 3-4-3, Thomas Tuchel contava com um trio de frente formado por Romelu Lukaku, Kai Havertz e Hakim Ziyech. Sem N’Golo Kanté, Jorginho e Mateo Kovacic se convidavam no meio. Thiago Silva era o nome principal na zaga, com Antonio Rüdiger e Andreas Christensen.

O tipo de jogo se desenhou logo cedo em Turim, com o Chelsea distribuindo as cartas dentro de campo. A Juventus se sentia confortável em adotar uma postura defensiva e chamar os adversários para o seu próprio campo. Os Blues dominavam a posse de bola e trocavam passes, sem tantos espaços para finalizar. Lukaku se movimentava e até garantiu a primeira chance de perigo, chutando em cima de Wojciech Szczesny, mas era pouco acionado. Enquanto isso, os bianconeri esperavam uma brecha para contragolpear. Os italianos exploravam a aceleração de sua linha de ataque e ameaçaram algumas vezes, até a primeira grande chance aos 20. Chiesa disparou após uma bola roubada de Locatelli e bateu cruzado, pertinho da trave. Bernardeschi ainda estava livre no meio.

A estratégia da Juventus prevaleceu ao longo do primeiro tempo. Os bianconeri eram bem mais diretos em suas ações e conseguiam inclusive finalizar mais, mesmo com menos posse de bola. Chiesa, em especial, ia muito bem nas jogadas individuais. Enquanto isso, o setor ofensivo do Chelsea basicamente inexistia. Os Blues rodavam a bola sem encontrar soluções, com as alas bem protegidas e Locatelli cortando as linhas de passes na cabeça de área. Ziyech e Havertz não faziam bom jogo, trancafiados pela marcação juventina. Os ingleses passaram 40 minutos sem arriscar a gol, até que um escanteio gerasse finalmente uma oportunidade, mas De Ligt bloqueou Thiago Silva.

O início do segundo tempo, porém, seria muitíssimo duro com o Chelsea, que voltou com Ben Chilwell no lugar de Marcos Alonso. A Juventus precisou de míseros 11 segundos para abrir o placar na segunda etapa. Bernardeschi foi muito bem no lance, ao dominar na entrada da área e descolar a enfiada na medida. Chiesa disparou em diagonal e, mesmo com pouco ângulo, mandou uma sapatada no alto da meta que não deu chances de defesa para Édouard Mendy. O tento cobrava uma postura mais agressiva dos Blues na sequência do segundo tempo.

De fato, o Chelsea se tornou mais insistente. Lukaku mandaria para fora aos sete minutos, pouco antes de Locatelli desviar um passe de Havertz e quase marcar contra. O momento era favorável aos londrinos e Thomas Tuchel realizou uma troca tripla – com as entradas de Callum Hudson-Odoi, Ruben Loftus-Cheek e Trevoh Chalobah. Porém, antes que o time se acertasse, Cuadrado deu um passe açucarado e Bernardeschi perdeu uma ótima chance para o segundo, ao mandar por cima do travessão. O atacante acabaria substituído por Dejan Kulusevski na sequência.

O Chelsea até conseguia encontrar mais espaços nas pontas, mas tinha problemas em descolar o passe final. Aos 30, quando finalmente um cruzamento chegou na cabeça de Lukaku, o centroavante definiu mal. Os treinadores no banco ainda faziam uma disputa particular nas substituições. Depois que Ross Barkley veio no lugar de Christensen pelos Blues, os bianconeri ganharam Weston McKennie e Moïse Kean. Neste momento, Chiesa saiu sob aplausos por sua boa atuação.

Nos minutos finais, o Chelsea forçaria um pouco mais os passes e aceleraria a partir das roubadas de bola. Numa dessas, quase Lukaku empatou aos 38. O centroavante girou sobre Bonucci e mandou um míssil ao lado da trave. Com isso, Allegri fechou um pouco mais a casinha, sacando Bentancur para a entrada de Giorgio Chiellini. A Juve gastava o tempo e tinha algumas escapadas ao ataque, mas a posse maior era dos londrinos. O jeito era bombar a bola na área em cruzamentos que não davam resultado. Num final amarrado, o Chelsea sequer conseguiu impor seu abafa. Os últimos suspiros tiveram um carrinho salvador de Chiellini cedendo escanteio. Na cobrança, Havertz cabeceou com muito perigo sobre o travessão, mas não arranjou o empate agônico.

A Juventus lidera o Grupo H da Champions, com seis pontos. Dá um passo importante em suas pretensões e agora enfrentará o Zenit, que pode se tornar uma ameaça. Já o Chelsea terá a chance de recuperação contra o Malmö, equipe mais fraca da chave e ainda zerada. Os Blues têm três pontos.

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