26 de novembro de 2021

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United tem outro péssimo primeiro tempo, reage e conta com Ronaldo decisivo para vencer

Aconteceu de novo, como se fosse um déjà vu do jogo contra o Villarreal. O Manchester United fez um péssimo primeiro tempo, estava em um buraco ainda mais profundo, mas reagiu depois do intervalo e contou com mais um gol decisivo de Cristiano Ronaldo para arrancar a vitória por 3 a 2 que alivia um pouco da pressão em Old Trafford antes do clássico contra o Liverpool no fim de semana.

Perder em casa para a Atalanta, especialmente da maneira como o jogo se desenhou no primeiro tempo, e eventualmente ser derrotado também pelo grande rival nacional seria um teste de fogo à convicção da diretoria do Manchester United de que Ole Gunnar Solskjaer merece mais tempo para acertar um time que recebeu tantos investimentos nos últimos anos.

O resultado enfraquece a narrativa contra Solskjaer, mas não a elimina ou mascara os problemas coletivos que o Manchester United tem enfrentado neste começo de temporada. São quatro derrotas e um empate nos últimos oito jogos. Mesmo as três vitórias desse período foram problemáticas: a desta quarta-feira, contra o Villarreal e aquele épico em que De Gea pegou pênalti do West Ham nos acréscimos.

A tentativa de Solskjaer para encontrar o equilíbrio defensivo foi a entrada de Scott McTominay no meio-campo ao lado de Fred. Sobrou para Paul Pogba. Bruno Fernandes, Mason Greenwood e Marcus Rashford foramaram a linha ofensiva atrás de Ronaldo. A Atalanta, bem desfalcada na defesa, entrou com sua formação habitual, com três zagueiros, alas com boa chegada à frente, Remo Freuler e Teun Koopmeiners como meias centrais e Pasalic na ligação para Josip Ilicic e Luis Muriel.

Não funcionou muito bem. As linhas do Manchester United continuaram a ser cortadas como manteiga, especialmente porque a Atalanta sabe fazer isso muito bem. Rashford saiu na cara do gol, no terceiro minuto, mas bateu para fora e estava provavelmente em posição de impedimento, e os italianos abriram o placar com certa naturalidade. Muriel recebeu o lançamento na ponta direita, dominou em cima de Lindelöf e tocou para trás. Zappacosta recebeu nas costas da defesa e cruzou para Pasalic completar.

O Manchester United teve criação. Juan Musso foi um dos destaques da partida, com seis defesas, algumas delas muito boas. Como aos 20 minutos, quando Ronaldo fez a jogada pela direita e cruzou para Fred na segunda trave. Musso espalmou a escanteio. Minutos depois, posicionou-se bem para agarrar a batida rasteira do português e, em cobrança de escanteio, a Atalanta abriu 2 a 0: cruzamento de Koopmeiners, cabeçada de Demiral.

Foram os piores momentos do United na partida, embora tenha havido a chance de empatar antes do intervalo, com uma chegada de Fred pelo meio e um maravilhoso lançamento de Fernandes para Rashford acertar a trave. Falando em passes maravilhosos de Fernandes, logo no começo da etapa final ele deu dois. O primeiro deixou Ronaldo na cara do gol, mas Musso defendeu. O segundo foi um tapa acionar Rashford pela esquerda. Retornando de lesão, o inglês não vinha fazendo um bom jogo, mas dominou, ajeitou o corpo e chapou no canto oposto para descontar.

Com muito tempo pela frente, em casa, pegando ritmo, o United passou a acreditar na virada. Mais uma vez melhorou depois do intervalo. Pogba, Cavani e Sancho saíram do banco de reservas. Musso fez outra boa defesa diante de Cristiano Ronaldo. No outro lado, De Gea trabalhou duas vezes, primeiro em chute forte de Zapata, depois em finalização de frente de Malinovskyi.

O empate saiu aos 30 minutos, após uma cobrança de escanteio. Fernandes cruzou colado à linha lateral pela direita. Cavani não conseguiu cabecear na primeira trave, Freuler deixou passar e Maguire emendou rasteiro. Fernandes teve a chance de marcar, mas novamente parou em Musso. E novamente foi Cristiano Ronaldo o herói. Shaw cruzou da esquerda, o português subiu mais alto que todo mundo e cabeceou com mais firmeza e precisão do que todo mundo.

O United chegou a seis pontos. Duas vitórias em três rodadas que por detalhes poderiam ter terminado sem que o gigante inglês tivesse ganhado um jogo sequer. As viradas heroicas vão colocando-o a caminho das oitavas de final e impedindo que o clima esquente a ponto de a diretoria se ver obrigada a tomar decisões drásticas. A questão é até quando elas durarão.

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