24 de outubro de 2021

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Gabriel Medina se sagra tricampeão mundial da WSL em 2021

Desde a conquista do título de 2014, a primeira da história do surfe nacional, Gabriel Medina sempre deixou muito claro que tinha um objetivo: ser tricampeão mundial da WSL e se igualar as suas referências e astros da modalidade. E esse sonho foi concretizado nesta terça-feira, 14.

Gabriel Medina necessitou superar duas vezes a concorrência do também brasileiro Filipe Toledo na decisão WSL Finals, em Lower Trestles, Califórnia (EUA) para chegar ao nível dos seus ídolos.

Tricampeão mundial da WSL

Com direito a emplacar um backflip na última bateria, o brasileiro ingressou em um seleto grupo que já contava com os tricampeões Tom Curren (EUA), Andy Irons (HAV) e Mick Fanning (AUS). Após anos de supremacia de surfistas dos Estados Unidos e da Austrália, o Brasil agora possui cinco títulos mundiais nas últimas sete temporadas no Tour masculino.

Ainda dentro do mar, o novo tricampeão mundial da WSL deu a sua primeira declaração: “Conquistei o meu maior objetivo no surfe. Estou chorando agora porque é um mix de emoções. Estou feliz, emocionado. Sou feliz de fazer parte desse time (brasileiro). Eles me puxam e eu puxo o nível deles”, disse Medina.

Vale lembrar que a etapa revelou os campeões mundiais da temporada 2021, com os cinco primeiros do ranking masculino e feminino duelando em somente um dia de torneio. Líder do masculino na temporada, Medina já chegou garantido na decisão e ficou aguardando a definição do mata-mata que teve Italo Ferreira (2º do ranking), Filipinho (3º), o americano Conner Coffin (4º) e o australiano Morgan Cibilic (5º).

Campeão olímpico, Ítalo Ferreira parabeniza Medina

Medina se consolidou como tricampeão mundial da WSL após se frustrar com as notas e ficar somente com o quarto lugar nas Olímpiadas de Tóquio. O primeiro medalhista de ouro do surfe, Ítalo Ferreira agradeceu os fãs pela torcida e parabenizou o brasileiro pelo novo título. Na visão de campeão de 2019, essa situação apenas confirma o status do Brazilian Storm no tour.

“Foi um campeonato muito irado, bem diferente do que a gente está acostumado a competir. Estou ‘amarradão’ pelo Gabriel que venceu, e triste por um lado pelo Filipe, que buscava seu primeiro título. Se colocar as duas histórias na balança, dou um troféu para cada um dos caras”, afirmou.

“O Gabriel teve que se superar esse ano, muitos problemas que poderiam ter feito ele desistir, mas o moleque conseguiu manter a cabeça no lugar e ir firme no objetivo. Espero que o Filipe também consiga manter a cabeça, está surfando muito, está voando. É isso. A gente vai puxando o outro, e vai evoluindo todo mundo junto”, complementou.

Disputa feminina

Já Tatiana Weston-Webb, número 2 do ranking feminino e única representante do Brasil no feminino, conseguiu entrar diretamente nas semifinais, superando a australiana Sally Fitzgibbons (3ª). Contudo, na grande decisão, após ganhar a primeira bateria em uma melhor de três, a brasileira acabou sofrendo uma virada para a líder Carissa Moore, que se sagrou pentacampeã mundial.

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